quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Vácuo


No ermo de mim
Busca a paixão
Uma morada que lhe acolha
Um lugar de descanso para o fim.
Nada há de abrigo no peito
O vazio preenche o todo
Da alma ao corpo
Largado sobre o leito.
Além das paredes
O mundo jaz deserto
Universo sem vida
Que valha a pena ser vista.
Pulsa ainda a veia aorta
Recusa-se, o coração, a morte
Resiste a mente a crer
Na realidade inconveniente.
Um zumbido se faz canção
Um sussurro revela segredos
Em palavras consumidas
Na absoluta solidão
                [Do céu da boca que tudo cala.]

O próximo livro do escritor e poeta Antonio P. Pacheco já está no prelo. O autor foi contemplado pelo edital Paulo Gustavo da Secretaria d...