sexta-feira, 13 de março de 2020

Sinais

A manhã nasceu com cara de quarta-feira de cinzas em fevereiro. Mas, já era novembro no calendário. O silêncio invadindo a casa toda prenuncia o tsunami de solidão. Guimbas de cigarro fossilizadas no cinzeiro são sinais pré-históricos da sua existência passageira. No chão, garrafas sedentas e taças desérticas compõem a paisagem contemporânea. Do que foi a vida ontem, sobrartam esses hieróglifos pré diluviano de despedida e amor extinto. E, esquecida no banheiro, uma velha escova de dentes, inútil agora que já não está.

Señales


La mañana nació con la cara del un miércoles de ceniza en febrero. Pero, ya era noviembre en el calendario. El silencio que invade toda la casa presagia el tsunami de la soledad. Las colillas de cigarrillo fosilizadas en el cenicero son signos prehistóricos de su existencia pasajera. En el suelo, botellas secas y vasos sedientos conforman el paisaje contemporáneo. De cómo era la vida ayer, solo quedaron estos jeroglíficos de despedida al amor extinto. Y, en el baño, olvidado,un viejo cepillo de dientes, inutil ahora que ya no es.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O lançamento do novo livro de contos do escritor Antonio P. Pacheco, "O Universo no Espelho - Aqueles Outros e Suas Versões das Históri...